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domingo, agosto 27, 2006

37. Pamela e Suelen

Jornal de Cocal: 25 de fevereiro de 2004

Tem coisas fantásticas guardadas em nossa memória. Existem alguns perfumes que lembram momentos de nossas vidas, músicas que trazem saudades, fotos que nos dão um aperto no coração e falas que nos fazem recordar de pessoas importantes do nosso passado. Os nomes Pamela e Suelen me trazem à tona uma recordação forte de quando eu morava com meus pais no interior de um município do oeste catarinense, chamado Jaborá.

Vou explicar por que esses nomes são significativos para mim. Há uns quinze anos passou na TV Bandeirantes uma novela americana chamada Dallas. Meu pai gostava muito de assistir novelas, aliás, parecia estar em seu sangue gostar desse tipo de programa de televisão, pois, a maioria de seus irmãos tinham esse gosto predominantemente feminino. À noite, era o último programa que podíamos assistir. Então eu preparava uma xícara de café com leite e um pedaço de pão caseiro, me sentava na caixa de lenha, atrás do fogão e me envolvia com os episódios. Acabando a novela Dallas tínhamos que dormir. Hoje, os pais não são tão rigorosos em relação ao horário de apagar todas as luzes.

Penso que muitos dos pais que escolheram esses nomes para suas filhas não assistiram, mas conheceram esses nomes, devido a Dallas e suas belas personagens. Quem era Pamela? Quem foi Suelen? A novela contava a história de uma rica família que possuía poços de petróleo, se não me engano, no Texas. O escritório ficava em Dallas. Pamela era uma mulher morena, de cabelos compridos e lisos, um sorriso perfeito, magra, dona de uma loja, muito amável e apaixonada por Bob, filho mais novo de Jack (o velho, dono da empresa que era administrada pelos dois filhos). Ela não era aceita pela família de Bob, com quem se casou, por ser irmã de um dos inimigos políticos dele. Tinha uma cunhada, Suelen, que vivia bêbada, por se sentir triste e não ser valorizada pelo marido Jr. que fazia tudo por dinheiro. Aliás, o nome Suelen é uma junção de Sue Ellen.

A família toda morava numa fazenda. Lembro-me até hoje das cenas lindas, das festas, do barzinho de bebidas, do “poderosos” tomando café ao ar livre e lendo o jornal. Depois pegavam seus carros e iam para a cidade trabalhar...

Naquela época, o meu mundo era completamente diferente de Dallas e aquilo me encantava demais.

Essa história é contada num livro que ainda não li, mas que certamente, procurarei quando eu tiver mais tempo disponível para o lazer e muito mais saudades das coisas que vivi na infância.

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