João, desde os tempos de adolescente planejava o futuro e traçava os caminhos para concretizá-los. Queria um trabalho onde pudesse evoluir intelectualmente e ajudar muitas pessoas, embora não cogitasse ser professor. Sonhava em ter uma esposa amorosa, dedicada, inteligente e companheira, porém não sabia que estas qualidades não seriam encontradas na primeira. Uma criança brincando na areia da praia conduzia seus pensamentos para um descendente seu, que também seria lindo, criativo, hábil para explorar os saberes humanos e desvendar os segredos da vida, porém nunca pensou que este seria um excepcional maravilhoso. Pesquisava sobre os pontos turísticos, conhecia detalhes de lugares impecavelmente construídos pelas mãos da natureza, guardava recortes de revistas com fotos reluzindo paz e sentia antecipadamente o prazer de desfrutar o mundo, porém, aquela beleza encontrou na praça da cidade, nas margens da estrada de chão e no vento das redondezas. Desejava conquistar a estabilidade financeira e o conforto oferecido pela tecnologia, e encontrou no sofá de sua sala, no sanduíche de presunto e no som da chuva.
Hoje, João conhece meio século da História e colhe a sabedoria plantada com a educação cristalizada em sua alma que sempre o fez praticar o máximo das ações orientadas pela consciência. Enquanto olha as páginas dos jornais, ele lembra do dia que o irmão iniciou sua história de alcóolatra, do “carrão” que um dos colegas de trabalho adquiriu às custas do tráfico, dos trabalhos escolares copiados por gente que já apresentava características de “analfabeto que sabe ler”, das meninas iludidas pela turma e do ... Evitava se contagiar pelos apelos enganadores. Como se lembra disso, pois não era fácil!
Muitas vezes, esse homem questionou seus princípios, ignorou seus valores e perdeu as energias positivas. Hoje, respira fundo e sente-se forte por solidificar dignamente sua passagem por este mundo. Só lhe falta preencher um vazio que não sabe se conseguirá por ser uma pessoa agnóstica. Queria acreditar na existência de Deus, mas os argumentos que encontra o convencem de que sua inteligência é limitada para poder ter fé em algo que apesar de ser considerado tão próximo e presente na vida dos seres humanos, é difícil de absorver.
Mesmo assim, João reza o Pai-nosso, entra na igreja, se ajoelhe e pede a proteção e um raio da luz divina para abençoar seus mãos, suas palavras, seus pensamentos, suas ações, seu trabalho, seus amigos, sua família, os 49 milhões de brasileiros que vivem na miséria, os que estão com medo de futuramente passar fome e os que não sabem mais o que fazer com tanta riqueza.
Hoje, João conhece meio século da História e colhe a sabedoria plantada com a educação cristalizada em sua alma que sempre o fez praticar o máximo das ações orientadas pela consciência. Enquanto olha as páginas dos jornais, ele lembra do dia que o irmão iniciou sua história de alcóolatra, do “carrão” que um dos colegas de trabalho adquiriu às custas do tráfico, dos trabalhos escolares copiados por gente que já apresentava características de “analfabeto que sabe ler”, das meninas iludidas pela turma e do ... Evitava se contagiar pelos apelos enganadores. Como se lembra disso, pois não era fácil!
Muitas vezes, esse homem questionou seus princípios, ignorou seus valores e perdeu as energias positivas. Hoje, respira fundo e sente-se forte por solidificar dignamente sua passagem por este mundo. Só lhe falta preencher um vazio que não sabe se conseguirá por ser uma pessoa agnóstica. Queria acreditar na existência de Deus, mas os argumentos que encontra o convencem de que sua inteligência é limitada para poder ter fé em algo que apesar de ser considerado tão próximo e presente na vida dos seres humanos, é difícil de absorver.
Mesmo assim, João reza o Pai-nosso, entra na igreja, se ajoelhe e pede a proteção e um raio da luz divina para abençoar seus mãos, suas palavras, seus pensamentos, suas ações, seu trabalho, seus amigos, sua família, os 49 milhões de brasileiros que vivem na miséria, os que estão com medo de futuramente passar fome e os que não sabem mais o que fazer com tanta riqueza.
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