Jornal de Cocal: 28 de julho de 2004
Há uma noite especial para a maioria dos estudantes que concluem uma etapa importante na vida escolar: o dia da formatura.
Houve o tempo da expectativa de conhecer professores e colegas, das leituras, dos intermináveis questionários, da atenção, das dúvidas, da mão suando durante a apresentação de um trabalho, do receio de expor a opinião própria, das discussões em grupo, do nervosismo que antecedia as provas e das descobertas.
Há uma noite especial para a maioria dos estudantes que concluem uma etapa importante na vida escolar: o dia da formatura.
Houve o tempo da expectativa de conhecer professores e colegas, das leituras, dos intermináveis questionários, da atenção, das dúvidas, da mão suando durante a apresentação de um trabalho, do receio de expor a opinião própria, das discussões em grupo, do nervosismo que antecedia as provas e das descobertas.
Por diversas vezes, surgiram atritos, fofocas e reclamações advindas da intensa convivência. Algumas pessoas pensaram em desistir, outras abandonaram o barco por razoes, como: trabalhar no exterior, dar assistência aos familiares, problemas psicológicos, preguiça e despreocupação com o futuro profissional.
Os atrasos, as carteiras se arrastando, o barulho do salgadinho sendo retirado do pacote e mastigado, os cochichos durante a exibição de um vídeo, os toques dos celulares e até a falta de iniciativa no momento certo de estudar, eram coisas que irritavam quem desejasse se concentrar e aproveitar o tempo.
Os risos, as experiências de vida, as mensagens, as confissões, o bate-papo no portão e a riqueza de conteúdos, foram fundamentais para manter o bom-humor e a persistência.
Às vezes, o sono tomava conta, o desejo de estar perto de outras pessoas aumentava, os problemas financeiros desviavam a atenção, desentendimentos familiares provocavam um aperto no peito e diminuía a certeza de que valia a pena continuar.
Só conseguiu passar por tudo isso quem sentia prazer em freqüentar a escola, já tinha em mente outros obstáculos, buscava se qualificar, precisava do certificado ou teve o incentivo de grandes amigos.
O tempo amadureceu o grupo através de assuntos que ampliaram a leitura de mundo e também pelo conhecimento da maneira de ser, sentir e pensar, presentes na fala e no comportamento de cada colega.
Depois de muita conversa, da organização de rifa, bingo e mensalidade, da escolha do local, do convite, do restaurante, dos convidados, dos padrinhos, das fotos, das mensagens e da música, chega o tão esperado dia da formatura.
E, finalmente, o certificado simbólico é entregue a cada vencedor dessa árdua caminhada que conduz à formação de uma sociedade mais digna de provocar mudanças positivas.
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